—
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
—
Glória
a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 1o
Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a
dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia
ir. 2E
dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a
colheita. 3Eis
que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4Não
leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis
ninguém pelo caminho! 5Em
qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta
casa!’ 6Se
ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não,
ela voltará para vós. 7Permanecei
naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o
trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em
casa.8Quando
entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos
servirem, 9curai
os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está
próximo de vós’”.
No
Dia de Combate à Intolerância Religiosa, convite é para o
conhecimento e respeito recíproco a fim de estabelecer a paz em meio
à diferença
Jéssica
Marçal Da
Redação
Líderes
do catolicismo, budismo, islamismo e judaísmo juntos no vídeo do
Papa sobre diálogo inter-religioso / Foto: Reprodução do Vaticano
O
Brasil celebra nesta quinta-feira, 21, o Dia Nacional de Combate à
Intolerância Religiosa. A data foi instituída com a Lei 11.635, de
27 de dezembro de 2007, para combater atitudes descriminatórias no
que diz respeito à religião.
Embora
não pareça, em pleno século 21 ainda há pessoas que são
discriminadas, ofendidas, feridas e até mesmo mortas por causa de
sua religião. Em 2014, o Disque 100, da Secretaria de Direitos
Humanos da Presidência da República, registrou 149 denúncias de
discriminação religiosa no País. Em 2015, a média foi de uma
denúncia a cada três dias sendo reportadas ao órgão. Em âmbito
internacional, às vésperas da celebração da data, um relatório
sobre a violência anticristã na Índia revelou
que mais de 200 casos desse tipo foram registrados no país.
Segundo
o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita do Brasil
(CONIB), a humanidade aprendeu muita coisa nos últimos milênios,
mas a intolerância religiosa continua sendo uma realidade, com atos
de fanatismo que colocam em risco a vida das pessoas. Diante disso,
ele acredita que, mais do que nunca, celebrar uma data como essa é
uma obrigação. “Nós não precisamos convencer uns aos outros de
que temos a razão e estamos certos, precisamos permitir que cada um
tenha a sua fé, a sua crença e a pratique com toda a liberdade
possível”.
Tolerância
Para
a Igreja católica, tolerância é muito mais que “suportar” o
outr. “É ser capaz de acolher o diferente, conviver, respeitar e
naquilo que temos em comum, caminhar juntos! A intolerância e
violência religiosa está em absoluta contradição com qualquer
religião, digna desse nome!”, declara o assessor da Comissão
Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da
CNBB, padre Marcus Barbosa Guimarães.
Um
exemplo dessa acolhida ao diferente e convivência fraterna foi dado
por São João Paulo II, conforme recorda o padre João Firmino, da
arquidiocese de Brasília (DF). Enquanto era Papa, o santo convidava
pessoas de outras denominações religiosas para um encontro em
Assis, na Itália, a fim de celebrar a paz e vivenciar um momento de
oração comum, cada um do seu modo.
“Em
Assis porque lembrava o exemplo de São Francisco de Assis que é tão
querido, visto, amado e conhecido pelas diversas religiões e
pessoas. Então a gente vê a figura do Santo Padre que nos convida a
isso, a vivenciar, já nos convidava”, comenta padre Firmino.
E
o próprio sacerdote dá testemunho pessoal desse conceito de
tolerância e fraternidade. Um de seus melhores é um pastor
evangélico, com quem ele já chegou a dividir a mesma casa. “Nós
nos conhecemos há muito tempo, às vezes quando estou com dúvida de
alguma coisa eu dou uma ligadinha para ele e falo ‘como é que você
vê isso?’, às vezes ele também me liga, a gente convive muito”.
Exemplo
no judaísmo
No
judaísmo, rabino Michel explica que a própria religião foi
construída na base do debate. O principal livro do judaísmo depois
da Torah é o Talmud, que é um livro de discussões e a maior parte
delas fica em aberto. Assim o judaísmo contribuiu e pode continuar
contribuindo para um mundo com mais diálogo, diz.
“O
judaísmo, da maneira como eu entendo é uma religião, na sua
origem, bastante polifônica (…) Temos que ter a humildade de que
ninguém é detentor de toda a sabedoria, de toda a verdade, de todo
conhecimento, só Deus. Tudo o que nós sabemos é um pedacinho, uma
parcela e a parcela de um deve complementar a parcela do outro”.
O
vídeo do Papa
Nesse
mês de janeiro, o Papa gravou um vídeo em que aparece junto a
líderes do catolicismo, judaísmo, budismo e islamismo para pedir
orações pelo diálogo inter-religioso. Todos eles repetem a frase
“Creio no amor”.
Rabino
Michel contou que ficou muito feliz com a iniciativa do Papa, mas não
surpreso, pois conhece o Papa e sabe que essa é a sua linha. Desde
que Bergoglio foi eleito Papa, o rabino já se encontrou com ele em
quatro ocasiões. “O Papa Francisco realmente é um homem de
diálogo (…) esse vídeo é coerente com a biografia de diálogo do
Papa Francisco”.
“O
tema do diálogo inter-religioso é uma constante nos discursos,
homilias, ações, orações e gestos do Papa Francisco. Com suas
palavras, o Papa Francisco recorda-nos que orar e empenhar-se pelo
diálogo ecumênico e inter-religioso faz parte integrante da missão
evangelizadora da Igreja”., acrescenta padre Marcus.
Passos
para a tolerância na sociedade
Olhando
para o futuro, rabino Michel acredita que a solução para os casos
de intolerância religiosa está na educação. “Se a gente puder,
nas escolas, muçulmanas, cristãs, judaicas, e também naquelas que
não são religiosas, preparar as nossas crianças e os nossos jovens
para um mundo complexo, em que diversas verdades coexistem, então a
gente está dando um passo mais significativo para construir um
amanhã de diálogo”.
Padre
Marcus indica três passos: buscar o conhecimento verdadeiro do
outro, voltar-se para Deus e nunca abandonar o caminho do diálogo.
“A estrada do diálogo foi e será sempre o caminho da Paz
verdadeira, da Vida plena e da experiência concreta da
Misericórdia”.
Além
de conhecer o outro, padre João Firmino também acredita na
necessidade de respeito, para consigo e para com o próximo, para que
a tolerância possa brotar. “Se eu consigo respeitar essa figura
dentro da minha família, no ambiente em que eu convivo, eu vou fazer
com que o mundo se torne cada vez melhor. Então que possamos ter no
coração esse desejo, de vivenciar a paz e respeitar a si mesmo,
respeitando também o outro”
Na
Missa de hoje, Papa alertou sobre o perigo do ciúme e da inveja, que
causam fofocas e, assim, matam com as palavras
Da
Redação, com Rádio Vaticano
Papa
durante celebração eucarística na Casa Santa Marta / Foto:
Reprodução CTV
O
Papa Francisco celebrou a Missa na Casa Santa Marta nesta
quinta-feira, 21, dia em que a Igreja celebra a memória de Santa
Inês, virgem e mártir. Na homilia, alertou sobre o ciúme e a
inveja, pecados existentes também nas comunidades cristãs e que
usam a língua para matar os outros.
Francisco
comentou a Primeira Leitura do dia, que fala do ciúme de Saul em
relação a Davi depois da vitória contra os filisteus, chegando a
pensar em matá-lo. O ciúme, segundo o Papa, é uma doença que leva
à inveja.
“Coisa
ruim é a inveja! É um comportamento, um pecado ruim. E no coração
o ciúme e a inveja crescem como erva daninha. É um coração
atormentado, é um coração ruim! Mas também o coração invejoso
leva a matar, leva à morte. E a Escritura o diz claramente: por
inveja do diabo entrou o mal no mundo”.
Inveja
que mata nas comunidades
A
inveja mata, afirmou o Papa, ressaltando que o coração do invejoso
e do ciumento sofre. Trata-se de um sofrimento que deseja a morte dos
outros. Francisco admitiu que não é preciso ir muito longe nas
comunidades cristãs para ver que, por ciúme, se mata com a língua.
Quem tem inveja dos outros começa a fofocar e as fofocas matam.
“E
eu, pensando e refletindo sobre este trecho da Escritura, convido a
mim mesmo e a todos a procurar se no meu coração há ciúme, se há
inveja, que sempre leva à morte e não me faz feliz. E isso é um
pecado ruim! É o início de tanta, tanta criminalidade. Peçamos ao
Senhor que nos dê a graça de não abrir o coração ao ciúme, à
inveja, porque essas coisas sempre levam à morte”.
Como
exemplo, o Papa falou de Jesus, entregue à morte por inveja.
“Peçamos ao Senhor a graça de nunca entregar à morte, por
inveja, um irmão, uma irmã da paróquia, da comunidade, nem mesmo
um vizinho do bairro: cada um tem os seus pecados, cada um tem as
suas virtudes. São próprios de cada um. Olhar o bem e não matar
com as fofocas por inveja ou por ciúme”.
—
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
—
Glória
a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 13Jesus
subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14Então
Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a
pregar, 15com
autoridade para expulsar os demônios.16Designou,
pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago
e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que
quer dizer “Filhos do trovão”; 18André,
Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu,
Simão, o cananeu, 19e
Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu.
Na
catequese de hoje, Papa falou da Semana de Oração pela Unidade dos
Cristãos, enfatizando a partilha do batismo e a missão de levar a
misericórdia de Deus
Jéssica
Marçal Da
Redação
Papa
Francisco convida cristãos a, juntos, levarem a misericórdia de
Deus a todos os cantos da terra / Foto: Reprodução CTV
A
catequese do Papa Francisco, nesta quarta-feira, 20, foi dedicada à
unidade entre os cristãos, tendo em vista que, na Itália
e em alguns outros países, celebra-se a Semana de Oração pela
Unidade dos Cristãos desde
segunda-feira, 18. Sem se distanciar do ciclo de catequeses sobre
misericórdia, Francisco enfatizou que transmitir a misericórdia de
Deus aos outros é uma missão comum aos cristãos.
O
Santo Padre explicou que, nesta Semana, os cristãos são convidados
a redescobrir a graça do batismo, um dos pontos de unidade, e ir
além das divisões. Segundo ele, partilhar o batismo significa
reconhecer que todos são pecadores e precisam de salvação. O
batismo chama os cristãos ao encontro com o Deus vivo, cheio de
misericórdia, acrescentou.
Francisco
reconheceu que todos acabam fazendo a experiência do egoísmo que
leva à divisão, mas partir novamente do batismo significa
reencontrar a fonte da misericórdia, que é fonte de esperança para
todos, pois ninguém está excluído da misericórdia de Deus.
“A
partilha dessa graça (do batismo) cria uma ligação indissolúvel
entre nós cristãos, de forma que no batismo podemos nos considerar
todos irmãos, somos povo santo de Deus mesmo que, por causa de
nossos pecados, não sejamos um povo plenamente unido”.
Para
os cristãos, acrescentou o Santo Padre, anunciar a força do
Evangelho e partilhar as obras de misericórdia, corporais e
espirituais, é uma experiência concreta de fraternidade. “Temos
uma missão em comum que é aquela de transmitir a misericórdia
recebida aos outros, partindo dos mais pobres e abandonados”.
Francisco
concluiu a audiência pública com os fiéis pedindo que, nesta
Semana de Oração, eles rezem para que todos os discípulos de
Cristo encontrem, juntos, um modo de levar a misericórdia do Pai a
todos os cantos da terra.
Virgem
e mártir, Santa Inês se deixou transformar pelo amor de Deus que é
santo
Seu
nome vem do grego, que significa pura. Ela pertenceu a uma família
romana e, segundo os costumes do seu tempo, foi cuidada por uma aia
(uma babá) que só a deixaria após o casamento.
Santa
Inês tinha cerca de 12 anos quando um pretendente se aproximou dela;
segundo a tradição, era filho do prefeito de Roma e estava
encantado pela beleza física de Inês. Mas sua beleza principal é
aquela que não passa: a comunhão com Deus. De maneira secreta, ela
tinha feito uma descoberta vocacional, era chamada a ser uma das
virgens consagradas do Senhor; e fez este compromisso. O jovem não
sabia e, diante de tantas propostas, ela sempre dizia ‘não’. Até
que ele denunciou Inês para as autoridades, porque sob o império de
Diocleciano, era correr risco de vida. Quem renunciasse Jesus ficava
com a própria vida; caso contrário, se tornava um mártir. Foi o
que aconteceu com esta jovem de cerca de 12 ou 13 anos.
Tão
conhecida e citada pelos santos padres, Santa Inês é modelo de uma
pureza à prova de fogo, pois diante das autoridades e do imperador,
ela se disse cristã. Eles começaram pelo diálogo, depois as
diversas ameaças com fogo e tortura, mas em nada ela renunciava o
seu Divino Esposo. Até que pegaram-na e a levaram para um lugar em
Roma próprio da prostituição, mas ela deixou claro que Jesus
Cristo, seu Divino Esposo, não abandona os seus. De fato, ela não
foi manchada pelo pecado.
Auxiliada
pelo Espírito Santo, com muita sabedoria, ela permaneceu fiel ao seu
voto e ao seu compromisso; até que as autoridades, vendo que não
podiam vencê-la pela ignorância, mandaram, então, degolar a jovem
cristã. Ela perdeu a cabeça, mas não o coração, que ficou para
sempre em Cristo.
Santa
Inês tem uma basílica que foi consagrada a ela no lugar onde foi
enterrada.
—
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
—
Glória
a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 7Jesus
se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita
gente da Galileia o seguia. 8E
também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro
lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus,
porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então
Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por
causa da multidão, para que não o comprimisse.
10Com
efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de
algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo
Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o
Filho de Deus!” 12Mas
Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.
Na
homilia de hoje, Papa comentou o exemplo do Rei Davi, homem santo
e pecador
Da
Redação, com Rádio Vaticano
Francisco
na capela da Casa Santa Marta, onde reside e celebra Missas / Foto:
L’Osservatore Romano
Deus
não fica nas aparências, mas vê o coração, afirmou o Papa
Francisco na Missa desta terça-feira, 19, na Casa Santa Marta. O
Santo Padre destacou que também na vida dos santos há tentações e
pecados, como demonstra a própria vida de Davi, mas jamais se pode
usar Deus para vencer uma causa própria.
A
homilia teve como fio condutor a Primeira Leitura do dia, que narra a
eleição do jovem Davi como rei de Israel. O Senhor rejeita Saul
porque tinha o coração fechado, não havia obedecido ao Senhor e
pensa, portanto, em escolher outro rei. Uma escolha distante dos
critérios humanos, já que Davi era o menor dos filhos de Jessé, um
rapaz. Mas o Senhor faz o profeta Samuel entender que, para Ele, não
conta a aparência, pois Deus vê o coração.
“Nós
somos tantas vezes escravos das aparências, escravos das coisas que
aparecem e nos deixamos levar por essas coisas: ‘Mas isso parece …’
Mas o Senhor sabe a verdade. É assim esta história. Passam os sete
filhos de Jessé e o Senhor não escolhe ninguém, os deixa passar.
Samuel se encontra um pouco em dificuldade e diz ao Pai: ‘’A este
tampouco o Senhor escolheu’?’ ‘Estão aqui todos os teus
filhos?’ ‘’Resta ainda o mais novo, que está apascentando as
ovelhas’’. Aos olhos dos homens, este jovem não contava”.
Davi:
santo e pecador
Francisco
explicou que, embora não contasse para os homens, Davi foi o
escolhido de Deus, que ordenou a Samuel ungi-lo. A partir daquele
dia, toda a vida de Davi foi a de um homem ungido pelo Senhor, mas
Deus não o fez santo. O Rei Davi, explicou o Papa, é o santo Rei
Davi, isso é verdade, mas santo depois de uma longa vida, também
marcada por pecados.
“Santo
e pecador. Um homem que soube unir o Reino, soube levar adiante o
povo de Israel. Mas tinha as suas tentações… tinha seus pecados:
foi também um assassino. Para encobrir sua luxúria, o pecado de
adultério, mandou… comandou que matassem. Ele! ‘Mas o santo Rei
Davi matou?’ Mas quando Deus enviou o profeta Natã para que visse
esta realidade, porque ele não tinha se dado conta da barbárie que
havia ordenado, reconheceu: ‘pequei’. E pediu perdão”.
Assim,
a vida de Davi seguiu adiante. Sofreu na carne a traição do filho,
mas nunca usou Deus para vencer uma causa própria. Quando Davi deve
fugir de Jerusalém, devolve a Arca e declara que não usará o
Senhor em sua defesa. E quando era insultado, Davi, em seu coração,
pensava: “eu mereço”.
Não
há santo sem passado, tampouco pecador sem futuro
Depois,
destacou Francisco, chega à vida de Davi a “magnanimidade”:
poderia matar Saul, mas não o fez. Eis o santo rei Davi, grande
pecador, mas arrependido. “Me comove a vida deste homem”,
confessou o Papa, uma história que faz as pessoas pensarem em suas
vidas hoje.
“Todos
fomos escolhidos pelo Senhor para o Batismo, para estar no seu povo,
para ser santos; fomos consagrados pelo Senhor neste caminho da
santidade. Foi lendo esta vida, de um menino – aliás, não um
menino, um rapaz – de um rapaz a um idoso, que fez tantas coisas
boas e outras nem tanto, que me ocorre que no caminho cristão, no
caminho que o Senhor nos convidou a percorrer, não há nenhum santo
sem passado, tampouco um pecador sem futuro”.
Defensor
da Igreja como soldado, como capitão e também como apóstolo dos
confessores, daqueles que eram presos
O
santo de hoje nasceu em Narbonne; os pais eram oriundos de Milão, na
Itália, do século terceiro. São Sebastião, desde cedo, foi muito
generoso e dado ao serviço. Recebeu a graça do santo batismo e
zelou por ele em relação à sua vida e à dos irmãos.
Ao
entrar para o serviço no Império como soldado, tinha muita saúde
no físico, na mente e, principalmente, na alma. Não demorou muito,
tornou-se o primeiro capitão da guarda do Império. Esse grande
homem de Deus ficou conhecido por muitos cristãos, pois, sem que as
autoridades soubessem – nesse tempo, no Império de Diocleciano, a
Igreja e os cristãos eram duramente perseguidos –, porque o
imperador adorava os deuses. Enquanto os cristãos não adoravam as
coisas, mas as três Pessoas da Santíssima Trindade.
Esse
mistério o levava a consolar os cristãos que eram presos de maneira
secreta, mas muito sábia; uma evangelização eficaz pelo testemunho
que não podia ser explícito.
São
Sebastião tornou-se defensor da Igreja como soldado, como capitão e
também como apóstolo dos confessores, daqueles que eram presos.
Também foi apóstolo dos mártires, os que confessavam Jesus em
todas as situações, renunciando à própria vida. O coração de
São Sebastião tinha esse desejo: tornar-se mártir. E um apóstata
denunciou-o para o Império e lá estava ele, diante do imperador,
que estava muito decepcionado com ele por se sentir traído. Mas esse
santo deixou claro, com muita sabedoria, auxiliado pelo Espírito
Santo, que o melhor que ele fazia para o Império era esse serviço;
denunciando o paganismo e a injustiça.
São
Sebastião, defensor da verdade no amor apaixonado a Deus. O
imperador, com o coração fechado, mandou prendê-lo num tronco e
muitas flechadas sobre ele foram lançadas até o ponto de pensarem
que estava morto. Mas uma mulher, esposa de um mártir, o conhecia,
aproximou-se dele e percebeu que ele estava ainda vivo por graça.
Ela cuidou das feridas dele. Ao recobrar sua saúde depois de um
tempo, apresentou-se novamente para o imperador, pois queria o seu
bem e o bem de todo o Império. Evangelizou, testemunhou, mas, dessa
vez, no ano de 288 foi duramente martirizado.
—
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
—
Glória
a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 1Jesus
entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão
seca. 2Alguns
o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para
poderem acusá-lo. 3Jesus
disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4E
perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o
mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada
disseram. 5Jesus,
então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram
duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a
estendeu e a mão ficou curada. 6Ao
saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente
tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.