terça-feira, 27 de setembro de 2016

Padres serão transferidos e iniciam novo trabalho pastoral em janeiro de 2017

O bispo Dom Mariano Manzana e o Conselho Presbiteral anunciam as mudanças do clero nos serviços pastorais da Diocese de Mossoró. A comunicação foi feita hoje, segunda-feira, 26, durante a Espiritualidade do Clero, no Santuário do Lima, em Patu/RN.
Padre Raimundo Felipe deixa a Paróquia de São João Batista e assume a nova área da Sagrada Família.
Padre Ivan dos Santos deixa a Paróquia de Luis Gomes e assume a Paróquia de São João Batista, em Mossoró.
Padre Francisco Jorge Pascoal assume a Paróquia de Luis Gomes.
Padre Maciel Rodrigues deixa a Paróquia de Apodi para se dedicar ao Mestrado em Teologia.
Padre Francisco das Chagas Costa deixa a Paróquia de Itaú e assume a Paróquia de Apodi.
Padre Francinaldo Macário da Silva deixa a Paróquia de Upanema e assume a Paróquia de Itaú.
Padre José Milton de Oliveira Júnior deixa a Paróquia de Baraúna e assume a Paróquia de Upanema.
Padre Deivid Franklin de Aquino assume como Administrador Paroquial da Paróquia de Baraúna.
Padre Thiago  Batista da Luz deixa a Paróquia de Almino Afonso por decisão da sua Congregação MSF e Padre Zioneudo de Sá Gois deixa a Paróquia de São Miguel para assumir a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, em Almino Afonso.
  Padre Raimundo Alexandre de Oliveira deixa São João Batista em Assu e assume a paróquia de Martins.
   Padre Dian Carlos deixa Martins e assume a Paróquia de São João Batista, em Assu.
* Criação  no dia 20.12.2016 da Área Pastoral da Sagrada Família, no bairro 30 de setembro, em Mossoró.

SANTO DO DIA - São Vicente de Paulo, grande sacerdote

sao-vicente-de-pauloSabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração

“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e espírito e amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mat 22,37.39).

Se não foi o lema da vida deste santo, viveu como se fosse. O santo de hoje, São Vicente de Paulo, nasceu na Aquitânia (França) em 1581. No seu tempo a França era uma potência, porém convivia com as crianças abandonadas, prostitutas, pobreza e ruínas causadas pelas revoluções e guerras.

Grande sacerdote, gerado numa família pobre e religiosa, ele não ficou de braços cruzados mas se deixou mover pelo espírito de amor. Como padre, trabalhou numa paróquia onde conviveu com as misérias materiais e morais; esta experiência lhe abriu para as obras da fé. Numa viagem foi preso e, com grande humildade, viveu na escravidão até converter seu patrão e conseguiu depois de dois anos sua liberdade.

A partir disso, São Vicente de Paulo iniciou a reforma do clero, obras assistenciais, luta contra o jansenismo que esfriava a fé do povo e estragava com seu rigorismo irracional. Fundou também a “Congregação da Missão” (lazaristas) e unido a Santa Luísa de Marillac, edificou as “Filhas da Caridade” (irmãs vicentinas).

Sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração. Morreu quase octogenário, a 27 de setembro de 1660.

São Vicente de Paulo, rogai por nós!

26ª Semana Comum - Terça-feira 27/09/2016

Evangelho (Lc 9,51-56)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
51Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém 52e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, a fim de preparar hospedagem para Jesus. 53Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. 54Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?” 55Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. 56E partiram para outro povoado.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

SANTO DO DIA - São Cosme e São Damião, padroeiros dos farmacêuticos e médicos

São Cosme e São DamiãoCom a conversão passaram a ser também missionários, ou seja, aproveitando a ciência com a confiança no poder da oração levavam a muitos a saúde do corpo e da alma

Hoje, lembramos dois dos santos mais citados na Igreja: Cosme e Damião. Eram irmãos gêmeos, médicos de profissão e santos na vocação da vida. Viveram no Oriente e, desde jovens, eram habilidosos médicos. Com a conversão passaram a ser também missionários, ou seja, aproveitando a ciência com a confiança no poder da oração levavam a muitos a saúde do corpo e da alma.

Viveram na Ásia Menor, até que diante da perseguição de Diocleciano, no ano 300 da era cristã, foram presos pois eram considerados inimigos dos deuses e acusados de usar feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas. Tendo em vista esta acusação, a resposta deles era sempre:
“Nós curamos as doenças, em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!”

Diante da insistência, quanto à adoração aos deuses, responderam: “Teus deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!”

Jamais abandonaram a fé e foram decapitados em 303. São considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.

São Cosme e São Damião, rogai por nós!

26ª Semana Comum - Segunda-feira 26/09/2016

Evangelho (Lc 9,46-50)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 46houve entre os discípulos uma discussão, para saber qual deles seria o maior. 47Jesus sabia o que estavam pensando, pegou então uma criança, colocou-a junto de si 48e disse-lhes: “Quem receber esta criança em meu nome, estará recebendo a mim. E quem me receber, estará recebendo aquele que me enviou. Pois aquele que entre todos vós for o menor, esse é o maior”.
49João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem que expulsa demônios em teu nome. Mas nós lho proibimos, porque não anda conosco”. 50Jesus disse-lhe: “Não o proibais, pois quem não está contra vós, está a vosso favor”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

domingo, 25 de setembro de 2016

"Anunciar esperança de Jesus é levar alegria", diz Papa a catequistas

Cerca de 15 mil catequistas participaram da Santa Missa presidida pelo Papa Francisco por ocasião do Jubileu dos Catequistas

Da redação, com Rádio Vaticano

Neste domingo 25, o Papa Francisco presidiu a celebração Eucarística pelo Jubileu dos Catequistas que teve início na última sexta-feira, 23, e prosseguiu no sábado com momentos de reflexão e oração em várias igrejas romanas. Participaram da Missa cerca de 15 mil catequistas provenientes de várias partes do mundo.
Em sua homilia, o Pontífice sublinhou que o Apóstolo Paulo dirige a Timóteo, e a nós também, algumas recomendações. Pede para guardar o “mandamento íntegro e sem mancha”. Fala apenas de um mandamento a fim de que o nosso olhar se mantenha fixo no que é essencial para a fé.

Anúncio pascal

“São Paulo não recomenda uma multidão de pontos e aspectos, mas sublinha o centro da fé. Este centro em torno do qual tudo gira, este coração pulsante que dá vida a tudo é o anúncio pascal, o primeiro anúncio: O Senhor Jesus ressuscitou, o Senhor Jesus nos ama e deu a vida por nós. Ressuscitado e vivo, está ao nosso lado e se interessa por nós todos os dias. Nunca devemos nos esquecer disso.”

Francisco diz também que neste Jubileu dos Catequistas, é pedido para não se cansar de colocar em primeiro lugar o anúncio principal da fé: o Senhor ressuscitou. “Não existem conteúdos mais importantes, nada é mais firme e atual. Todo conteúdo da fé torna-se perfeito se estiver ligado a este centro, se for permeado pelo anúncio pascal. Se ficar isolado, perde sentido e força. Somos chamados continuamente a viver e anunciar a Boa Nova do amor do Senhor.”
O mandamento de que fala São Paulo faz pensar também no mandamento novo de Jesus: Que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei.
“É amando que se anuncia o Deus-Amor: nunca impondo a verdade e nem obstinando-se em torno de alguma obrigação religiosa ou moral.”

Pessoa viva

“Anuncia-se Deus, encontrando as pessoas, com atenção à sua história e ao seu caminho. Porque o Senhor não é uma ideia, mas uma Pessoa viva: a sua mensagem se comunica através do testemunho simples e verdadeiro, da escuta e acolhimento, da alegria que se irradia. Não se fala bem de Jesus, quando nos mostramos tristes; nem se transmite a beleza de Deus limitando-nos a fazer sermões bonitos. O Deus da esperança se anuncia vivendo no dia a dia o Evangelho da caridade, sem medo de o testemunhar inclusive com novas formas de anúncio.”
O Papa disse ainda que o Evangelho deste domingo ajuda a compreender o que significa amar, especialmente a evitar alguns riscos. Na parábola, há um homem rico que não se dá conta de Lázaro, um pobre que jazia ao seu portão.
“Na realidade, este rico não faz mal a ninguém, não se diz que é mau; e todavia tem uma enfermidade pior que a de Lázaro, apesar de este estar coberto de chagas. Este rico sofre duma forte cegueira, porque não consegue olhar para além do seu mundo, feito de banquetes e roupas finas. Não vê além da porta de sua casa, onde jazia Lázaro, porque não se importa com o que acontece fora. Não vê com os olhos, porque não sente com o coração. No seu coração, entrou a mundanidade que anestesia a alma”.

Buraco negro

“A mundanidade é como um buraco negro que engole o bem, que apaga o amor, que absorve tudo no próprio eu. Então só se veem as aparências e não nos damos conta dos outros, porque nos tornamos indiferentes a tudo. Quem sofre desta grave cegueira, assume muitas vezes comportamentos estrábicos: olha com reverência as pessoas famosas, de alto nível, admiradas pelo mundo, e afasta o olhar dos inúmeros Lázaros de hoje, dos pobres e dos doentes, que são os prediletos do Senhor.”
O Santo Padre diz ainda que o Senhor olha para quem é transcurado e rejeitado pelo mundo e afirma que Lázaro é o único personagem, em todas as parábolas de Jesus, a ser chamado pelo nome.
“O seu nome significa Deus ajuda. Deus não o esquece, o acolherá no banquete de seu Reino, juntamente com Abraão, numa comunhão rica de afetos. Ao contrário, na parábola, o homem rico não tem sequer um nome; a sua vida cai esquecida, porque quem vive para si mesmo não faz a história. A insensibilidade de hoje escava abismos intransponíveis para sempre.”

Pobreza e dignidade

O Papa frisou que “há outro detalhe na parábola: um contraste. A vida opulenta deste homem sem nome é descrita com ostentação: tudo nele são carências e direitos, tudo é espalhafatoso. Mesmo na morte, insiste em ser ajudado e pretende os seus interesses. Ao invés, a pobreza de Lázaro é expressa com grande dignidade: da sua boca não saem lamentações, protestos nem palavras de desprezo. É uma válida lição.”
“Como servidores da palavra de Jesus, somos chamados a não ostentar aparência, nem procurar glória; não podemos sequer ser tristes e lastimosos. Não sejamos profetas da desgraça, que se comprazem em lobrigar perigos ou desvios; não sejamos pessoas que vivem entrincheiradas nos seus ambientes, proferindo juízos amargos sobre a sociedade, sobre a Igreja, sobre tudo e todos, poluindo o mundo de negatividade. O ceticismo lamentoso não se coaduna com quem vive familiarizado com a Palavra de Deus.”

Esperança

Segundo o Papa Francisco, quem anuncia a esperança de Jesus é portador de alegria e vê longe, porque sabe olhar para além do mal e dos problemas. Ao mesmo tempo, vê bem de perto, porque está atento ao próximo e às suas necessidades.
“Hoje o Senhor nos pede isso: diante dos inúmeros Lázaros que vemos, somos chamados a inquietar-nos, a encontrar formas de os atender e ajudar, sem delegar sempre a outras pessoas nem dizer: Ajudo você amanhã. O tempo gasto socorrendo é tempo doado a Jesus, é amor que permanece: é o nosso tesouro no céu, que nos asseguramos aqui na terra”.
O Santo Padre concluiu a homilia pedindo a Deus para que “nos dê a força de viver e anunciar o mandamento do amor, vencendo a cegueira da aparência e as tristezas mundanas. Que Ele nos torne sensíveis aos pobres, que não são um apêndice do Evangelho, mas página central, sempre aberta diante de nós”.

FONTE: CANÇÃO NOVA

26º Domingo do Tempo Comum - 25/09/2016

Anúncio do Evangelho (Lc 16,1-13)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor!
Naquele tempo, Jesus dizia aos discípulos: 1“Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’.
3O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4Ah! Já sei o que fazer para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’.
5Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’
7Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega a tua conta e escreve oitenta’.
8E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz. 9E eu vos digo: usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas.
10Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. 11Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? 12E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso?
13Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sábado, 24 de setembro de 2016

25ª Semana Comum - Sábado 24/09/2016

Evangelho (Lc 9,43b-45)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 43btodos estavam admirados com todas as coisas que Jesus fazia. Então Jesus disse a seus discípulos: 44“Prestai bem atenção às palavras que vou dizer: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens”. 45Mas os discípulos não compreenderam o que Jesus dizia. O sentido lhes ficava escondido, de modo que não podiam entender; e eles tinham medo de fazer perguntas sobre o assunto.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

CNBB emite nota em defesa da integridade da vida

A instituição católica condena o abordo como uma das medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika

Da redação, com CNBB

O Conselho Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nesta quarta-feira, 21, uma nota oficial para manifestar a posição do episcopado com relação à Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADI 5581 que tramita no Supremo Tribunal Federal-STF. Essa ADI questiona a lei 13.301/2016 que trata da adoção de medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika.

Os bispos concordam que é urgente “que o Governo implemente políticas públicas para enfrentar efetivamente o vírus da zika, como, por exemplo, um eficiente diagnóstico e acompanhamento na rede pública de saúde”. No entanto, consideram estranho e indigno que se introduza nesse contexto da ADI a questão do aborto: “É uma incoerência que ela defenda os direitos da criança afetada pela síndrome congênita e, ao mesmo tempo, elimine seu direito de nascer”.

Leia a nota na íntegra:

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA INTEGRIDADE DA VIDA

“ Escolhe, pois, a vida, para que vivas. ” (Dt 30,19b)

O Conselho Episcopal Pastoral – CONSEP, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reunido em Brasília-DF, nos dias 20 e 21 de setembro de 2016, vem manifestar sua posição com relação a Ação Direta de Inconstitucionalidade-ADI 5581 que tramita no Supremo Tribunal Federal-STF. Essa ADI questiona a lei 13.301/2016 que trata da adoção de medidas de vigilância em saúde, relativas ao vírus da dengue, chikungunya e zika.

Urge, de fato, como pede a ADI, que o Governo implemente políticas públicas para enfrentar efetivamente o vírus da zika, como, por exemplo, um eficiente diagnóstico e acompanhamento na rede pública de saúde. Além disso, seja estendido por toda a vida o benefício para criança com microcefalia e não por apenas três anos, como estabelece o artigo 18 da lei 13.301/2016. Ao contrário do que prevê o parágrafo segundo desse artigo, o benefício seja concedido imediatamente ao nascimento da criança e não após a cessação do salário maternidade.

Causa-nos estranheza e indignação a introdução do aborto na ADI. É uma incoerência que ela defenda os direitos da criança afetada pela síndrome congênita e, ao mesmo tempo, elimine seu direito de nascer. Nenhuma deficiência, por mais grave que seja, diminui o valor e a dignidade da vida humana e justifica o aborto. “Merecem grande admiração as famílias que enfrentam com amor a difícil prova de um filho com deficiência. Elas dão à Igreja e à sociedade um precioso testemunho de fidelidade ao dom da vida” (Papa Francisco, Amoris Laetitia, 47).

Repudiamos o aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana.

As paralimpíadas trouxeram uma lição a ser assimilada por todos. O sentimento humano que brota da realidade dos atletas paralímpicos, particularmente das crianças que participaram das cerimônias festivas, nasce da certeza de que a humanidade se revela ainda mais na fragilidade.
Solidarizamo-nos com as famílias que convivem com a realidade da microcefalia e pedimos às nossas comunidades que lhes ofereçam acolhida e apoio. Rogamos a proteção de Nossa Senhora, Mãe de Jesus, para todos os brasileiros e brasileiras.

Dom Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger
Arcebispo de São Salvador da Bahia
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: Canção Nova

"Caminhada da Misericórdia" coloca jovens em peregrinação

Jovens vão a pé do Santuário Nacional, em Aparecida, ao Santuário do Pai das Misericórdias, em Cachoeira Paulista

Assessoria Canção Nova

O Santuário do Pai das Misericórdias será o destino final de centenas de jovens neste domingo, 25. Eles sairão em peregrinação a pé do Santuário Nacional de Aparecida, no sábado, 24, às 19h45, rumo à Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP). É a “Caminhada da Misericórdia”, uma das ações do Projeto JUMI (Juventude em Missão), em preparação para os 300 Anos do Encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Antes de sair em caminhada, os jovens participarão de uma missa, às 18h, no Altar Central do Santuário. Na sequência, por volta das 19h30, farão um aquecimento para percorrer os 37,5 km de distância entre Aparecida e Cachoeira Paulista. No percurso, haverá momentos de oração, animação e reflexão, com pontos de apoio para hidratação e lanche.

Os missionários redentoristas, padre João Batista de Almeida, reitor do Santuário Nacional de Aparecida, e padre Marcelo Magalhães, diretor espiritual dos projetos para juventude no Santuário Nacional, acompanharão a caminhada. A chegada ao Santuário do Pai das Misericórdias está prevista para 7h. Após a acolhida, terão um tempo livre para o café da manhã e, às 8h, passarão pela Porta Santa.

Para encerrar esse momento de fé e unidade, o Santuário do Pai das Misericórdias receberá uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, que será exposta durante todo o dia e depois ficará permanente na Capela São João Paulo II.

“A família Canção Nova está muito feliz por fazer parte desse projeto e poder proporcionar à juventude católica essa experiência de superação para o corpo e para a alma. Certos de que a Mãe Aparecida os fortalecerá, e o Pai Misericordioso os receberá com todo amor”, declara o vice-reitor do Santuário do Pai das Misericórdias, padre Marcio Prado.

Não é obrigatório fazer a inscrição para participar da Caminhada. Porém, aqueles que fizerem seu cadastro receberão um kit do projeto JUMI, com mochila, colete, lanterna e um terço personalizado da “Caminhada da Misericórdia”. Mais informações no link: www.a12.com/santuario-nacional/jumi/caminhada-da-misericordia.

Fonte: Canção Nova

25ª Semana Comum - Sexta-feira 23/09/2016

Evangelho (Lc 9,18-22)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Aconteceu que Jesus 18estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”.
20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém.
22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Papa indica perdão e doação como pilares da vida fraterna

“Misericordiosos como o Pai” foi o tema da catequese desta  quarta, quando o Papa indicou caminhos para a convivência fraterna

Da Redação, com Rádio Vaticano 
Papa pede aos fiéis atenção para com os mais pobres e excluídos / Foto: Reprodução CTV
O cristão deve perdoar porque foi perdoado, lembra o Papa aos fiéis nesta quarta-feira/ Foto: Reprodução CTV

Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre misericórdia, nesta quarta-feira, 21, o Papa Francisco refletiu sobre o tema “misericordiosos como o Pai”. O Santo Padre destacou que o perdão é o coração da misericórdia e, ao lado da doação, constitui o pilar para a convivência fraterna.

Francisco explicou que, quando Jesus pede que o homem seja misericordioso, não pensa na quantidade, mas no compromisso dos discípulos se tornarem sinais, canais, testemunhas da misericórdia infinita de Deus. Por isso, a Igreja só pode ser sacramento da misericórdia de Deus no mundo, em todos os tempos e por toda a humanidade.

Na prática, acrescentou Francisco, ser misericordioso significa saber perdoar e doar-se. Jesus não pretende subverter o decurso da justiça humana, todavia recorda aos discípulos que para ter relações fraternas é preciso suspender os juízos e as condenações.

“O cristão deve perdoar. Por quê? Porque foi perdoado. Todos nós que estamos aqui nesta Praça fomos perdoados. Todos nós, em nossas vidas, sentimos necessidade do perdão de Deus. Porque fomos perdoados, devemos perdoar. Todos os dias rezamos no Pai-Nosso: perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. Assim é fácil perdoar. Se Deus me perdoou porque não posso perdoar? Sou maior que Deus? Entenderam bem isso?

O Pontífice lembrou ainda que julgar e condenar o irmão que peca é errado, pois ninguém está acima do outro que erra, mas sim tem o dever de recuperá-lo à dignidade de filho de Deus e de acompanhá-lo no caminho de conversão. “Deus não quer renunciar a nenhum de seus filhos”, frisou o Pontífice.

Perdoar é o primeiro pilar que sustenta a comunidade cristã, disse. O segundo é doar-se. Estar dispostos a doar-se obedece a uma lógica coerente: na medida em que se recebe de Deus, se doa ao irmão, e na medida em que se doa ao irmão, se recebe de Deus! Portanto, concluiu o Papa, o amor misericordioso é o único caminho a percorrer.

“Quanta necessidade temos todos nós de sermos um pouco mais misericordiosos, de não falar mal dos outros, de não julgar, de não falar mal com críticas, com inveja, com ciúme. Não! Perdoar, ser misericordiosos, viver a nossa vida no amor e doar. Este amor permite aos discípulos de Jesus não perder a identidade recebida por Ele, e reconhecer-se como filhos do mesmo Pai. Não se esqueçam disso: misericórdia e dom. Perdão e doação. E assim o coração se alarga no amor. Ao invés o egoísmo, a raiva faz com o coração se torne pequeno, duro como uma pedra. O que vocês preferem: um coração de pedra ou um coração cheio de amor?, perguntou aos fiéis na Praça. Se preferirem um coração repleto de amor, sejam misericordiosos!”, concluiu.

Alzheimer

Ao final da Audiência, Francisco recordou que neste dia 21 de setembro celebra-se o 23º Dia Mundial do Doente de Alzheimer, que este ano tem como tema “Lembre-se de mim”.
“Convido todos os presentes a ‘lembrarem-se’, com a solicitude de Maria e com a ternura de Jesus Misericordioso, dos que padecem deste mal e de seus familiares para que sintam a nossa proximidade. Rezemos também pelas pessoas que assistem os doentes, que sabem colher suas necessidade, inclusive as mais imperceptíveis, porque vistos com olhos repletos de amor”.

Fonte: Canção Nova

25ª Semana Comum - Quinta-feira 22/09/2016

Evangelho (Lc 9,7-9)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 7o tetrarca Herodes ouviu falar de tudo o que estava acontecendo, e ficou perplexo, porque alguns diziam que João Batista tinha ressuscitado dos mortos. 8Outros diziam que Elias tinha aparecido; outros ainda, que um dos antigos profetas tinha ressuscitado. 9Então Herodes disse: “Eu mandei degolar João. Quem é esse homem, sobre quem ouço falar essas coisas?” E procurava ver Jesus.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Em Assis, Papa pede compaixão com os “sedentos” de hoje

No Dia Mundial de Oração pela Paz, Papa pediu comprometimento dos cristãos para ajudar os necessitados deste mundo

Jéssica Marçal
Da Redação
Francisco durante seu discurso na oração ecumênica em Assis / Foto: Reprodução CTV
Francisco durante seu discurso na oração ecumênica em Assis / Foto: Reprodução CTV

Que os fiéis tenham compaixão por todos os sedentos de hoje, pediu o Papa Francisco na oração ecumênica realizada em Assis, Itália, nesta terça-feira, 20, por ocasião do Dia Mundial de Oração pela Paz.

Em seu discurso, o Papa fez alusão às palavras de Jesus crucificado – “Tenho sede”- para falar da “sede” que a humanidade tem nos dias de hoje. Ele lembrou que Santa Teresa de Calcutá quis apagar a sede de amor de Jesus na cruz através do serviço aos mais pobres dos pobres. A forma de saciar Jesus, disse o Papa, é o amor compassivo para com as misérias alheias.

“No Juízo, chamará ‘benditos’ aqueles que deram de beber a quem tinha sede, aqueles que ofereceram amor concreto a quem estava necessitado: ‘Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes’”.

Essas palavras de Jesus, segundo o Papa, convidam o homem ao acolhimento; na voz de Jesus “Tenho sede”, é possível ouvir a voz dos que sofrem, dos inocentes a quem é negada a luz do mundo.

O Patriarca Bartolomeu (esq.), o Papa Francisco e o primaz da Igreja na Inglaterra, Justin Welby / Foto: Reprodução CTV
O Patriarca Bartolomeu (esq.), o Papa Francisco e o primaz da Igreja na Inglaterra, Justin Welby / Foto: Reprodução CTV

“Imploram paz as vítimas das guerras que poluem os povos de ódio e a terra de armas; imploram paz os nossos irmãos e irmãs que vivem sob a ameaça dos bombardeamentos ou são forçados a deixar a casa e emigrar para o desconhecido, despojados de tudo. Todos eles são irmãos e irmãs do Crucificado, pequeninos do seu Reino, membros feridos e sedentos da sua carne. Têm sede. Mas, frequentemente, é-lhes dado, como a Jesus, o vinagre amargo da rejeição”.

Francisco afirmou que, muitas vezes, esses sedentos se deparam com a indiferença alheia, com o egoísmo e “frieza de quem apaga o seu grito de ajuda com mesma facilidade com que muda de canal na televisão”.

“Na cruz, árvore de vida, o mal foi transformado em bem; também nós, discípulos do Crucificado, somos chamados a ser ‘árvores de vida’, que absorvem a poluição da indiferença e restituem ao mundo o oxigênio do amor. Do lado de Cristo, na cruz, saiu água, símbolo do Espírito que dá a vida; do mesmo modo saia de nós, seus fiéis, compaixão por todos os sedentos de hoje”.

Oração

Cristãos acenderam vela por cada uma das intenções de oração pela paz / Foto: Reprodução CTV
Cristãos acenderam vela por cada uma das intenções de oração pela paz / Foto: Reprodução CTV

Também discursaram no momento de oração o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, e o primaz da Igreja na Inglaterra, Justin Welby. Após os três discursos, foram apresentadas as intenções de oração pela paz em vários países atingidos por conflitos. Para cada intenção, foi acendida uma vela.
Simultaneamente aos cristãos, outros líderes religiosos e fiéis de outras religiões também se reuniram em vários pontos de Assis para um momento de oração, em suas respectivas crenças, para rezar pela paz.

FONTE: CANÇÃO NOVA

Pontifícias Obras Missionárias apresentam Campanha Missionária 2016


coletiva pom

Materiais da Campanha Missionária que foram distribuídos para as 276 dioceses e prelazias do Brasil

CNBB

A Campanha Missionária de 2016 foi apresentada à imprensa nesta segunda-feira, 19, na sede das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília.

A coletiva de imprensa contou com a participação do bispo auxiliar de São Luís (MA) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Eclesial, Dom Esmeraldo Barreto, do diretor nacional das POM, padre Maurício da Silva Jardim e do secretário executivo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cleber Buzatto.

O tema da campanha deste ano é “Cuidar da Casa Comum é a nossa missão”. O assunto está estreitamente ligado à Encíclica Laudato Si e ao tema da Campanha da Fraternidade deste ano que tratou do Saneamento Básico.

“O Papa Francisco mostrou-nos a associação íntima que existe entre a vida dos pobres e as fragilidades do Planeta”, afirmou Dom Esmeraldo.

Ele considera que a Campanha Missionária que oferece material específico para as comunidades refletirem sobre o tema tem como objetivo chamar a atenção para o compromisso de todos – especialmente dos cristãos – com o cuidado em relação ao Planeta, à “ Casa Comum”.

“É preciso considerar o sentido humano da Ecologia” e “buscar um novo estilo de vida que olhe a integração de tudo”, concluiu Dom Esmeraldo.

Respeito e reciprocidade

Cleber Buzatto sublinhou o exemplo dos povos originários no cuidado com a Natureza. Ele lembrou que 305 povos indígenas falando 274 línguas diferentes têm uma matriz semelhante no cuidado com a Natureza marcado pelo respeito e a reciprocidade”.

Uma lógica que contradiz a prática da sociedade hegemônica no Brasil que lida com a Natureza por meio da posse e da exploração até a exaustão. Ele ainda disse que o CIMI deseja que a Campanha Missionária seja uma oportunidade para todos refletirem, debaterem e rezarem sob a inspiração das palavras do Papa Francisco ao pedir maior ênfase na cultura da proximidade e do encontro.

Ao destacar o tema da Campanha, padre Maurício Jardim, recordou que o Papa Leão XIII, no final do século XIX já resumiu que a missão se faz com os joelhos que rezam, com as mãos que partilham e com os pés que levam ao caminho para lugares distantes.

“Tudo está interligado”, disse o diretor das POM. “Pode-se cooperar com a Campanha Missionária, portanto, por meio da comunhão espiritual, a oração; da comunhão material, a partilha de recursos participando da coleta nacional missionária no dia 23 de outubro e a disposição para a missão ad gentes, por meio daqueles que podem ir ser missionários em outros povos”, comentou padre Mauricio.

Foram apresentados pelo diretor das POM os materiais da Campanha Missionária que foram distribuídos para as 276 dioceses e prelazias do Brasil: cartazes com o tema e lema da Campanha, 220 mil livrinhos e 22 mil DVDs da Novena Missionária, Mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões (22 de outubro), oração dos fiéis para o quarto domingo de outubro; envelopes para a coleta nacional e seis versões de marcadores de página.

Mais informações: www.pom.org.br