segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Papa faz reflexão sobre a Família da Nazaré no Angelus

A Família de Nazaré é realmente santa porque é centralizada em Cristo, afirmou o Papa Francisco na oração do Angelus

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco dedicou a alocução que antecede a oração mariana do Angelus à Sagrada Família de Nazaré, que a liturgia celebra este domingo, 28.
O Evangelho apresenta Nossa Senhora e São José no momento em que vão ao templo de Jerusalém quarenta dias depois do nascimento de Jesus, como estabelece a Lei de Moisés.
Em meio a tanta gente, observou Francisco, esta “pequena família” não passa desapercebida. Dois idosos, Simeão e Ana, reconhecem no Menino Jesus, o Salvador de Israel. “É um momento simples, mas rico de profecia. Um jovem casal e dois idosos que se encontram graças a Jesus. Jesus é Aquele que aproxima as gerações. É a fonte daquele amor que une as famílias e as pessoas, vencendo toda desconfiança, todo isolamento e toda distância”, destacou o Santo Padre.
Para Francisco, esta cena remete aos avós e destaca a sua importância nas famílias e na sociedade. “O bom relacionamento entre os jovens e os idosos é decisivo para o caminho da comunidade civil e eclesial”, afirmou o Papa, pedindo uma salva de palmas à multidão para saudar todos os avós do mundo.
O Papa afirmou que a santidade da Família de Nazaré acontece porque é centralizada em Cristo. “Quando os pais e os filhos respiram juntos este clima de fé, possuem uma energia que lhes permite enfrentar as provas mais difíceis. Por isso, o Menino Jesus, Maria e José são um ícone familiar simples, mas luminoso, que encoraja a oferecer calor humano às situações familiares em que, por vários motivos, faltam paz, harmonia e perdão”.
Neste momento, o Pontífice pediu a todos na Praça que rezassem uma Ave-Maria por todas as famílias em dificuldade devido a doenças, desemprego, discriminação e obrigadas a emigrar ou devido a incompreensões e desunião entre seus membros.
E concluiu: “Confiemos a Maria, Rainha da família, todas as famílias do mundo, para que possam viver na fé, na concórdia e na ajuda recíproca. Invoco sobre elas a materna proteção Daquela que foi mãe e filha do seu Filho”.

Fonte: Canção Nova

5° Dia na Oitava do Natal - Segunda-feira 29/12/2014

Evangelho (Lc 2,22-35)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, 26e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30porque meus olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos: 32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te traspassará a alma”.



— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.


sábado, 27 de dezembro de 2014

MENSAGEM PELO ANIVERSÁRIO SACERDOTAL DE PADRE FRANCINALDO

Hoje, dia 27 de Dezembro, nosso pároco o Padre Francinaldo Macário está completando mais um ano de vida sacerdotal. São 11 anos de muitas lutas, batalhas e vitórias, desde sua ordenação até os dias atuais.

Espera pelo Senhor, tem bom ânimo, e fortifique-se o teu coração: espera, pois, pelo Senhor. (Salmos 27:14)

Que sua vida sacerdotal, bem como a vida humana, o seu ser humano seja repleto de bençãos derramadas pelo nosso Senhor Jesus Cristo.

Feliz o homem que encontrou a sabedoria, o homem que alcançou o entendimento! (Provérbios 3:13). Agradecemos ao senhor Padre Francinaldo por ter a sabedoria que Deus te deu, e repassar para nós que estamos ali para aprender com o senhor o significado de Deus e Jesus nas nossas vidas.

PARABÉNS PELOS SEUS 11 ANOS E QUE DEUS ILUMINE POR MUITOS E MUITOS ANOS NA SUA VIDA!

Dom Mariano visita Padre Sátiro no hospital Wilson Rosado



No último dia 25, o Bispo Diocesano,Dom Mariano Manzana, visita o Reitor do Santuário de Santa Clara, Pe. Sátiro Cavalcanti Dantas, que se recupera muito bem, graças à Deus! Padre Sátiro está internado no hospital Wilson Rosado. DEUS SEJA LOUVADO!

Fonte: Diocese de Santa Luzia de Mossoró


Mensagem de Natal do Papa Francisco - 25/12/2013


MENSAGEM

Mensagem de Natal do Papa Francisco e Benção Urbi et Orbi
Quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Boletim da Santa Sé
«Glória a Deus nas alturas
e paz na terra aos homens do seu agrado» (Lc 2, 14).
Queridos irmãos e irmãs de Roma e do mundo inteiro, bom dia e feliz Natal!
Faço meu o cântico dos anjos que apareceram aos pastores de Belém, na noite em que nasceu Jesus. Um cântico que une céu e terra, dirigindo ao céu o louvor e a glória e, à terra dos homens, votos de paz.
Convido todos a unirem-se a este cântico: este cântico é para todo o homem e mulher que vela na noite, que tem esperança num mundo melhor, que cuida dos outros procurando humildemente cumprir o seu dever.
Glória a Deus.
A primeira coisa que o Natal nos chama a fazer é isto: dar glória a Deus, porque Ele é bom, é fiel, é misericordioso. Neste dia, desejo a todos que possam reconhecer o verdadeiro rosto de Deus, o Pai que nos deu Jesus. Desejo a todos que possam sentir que Deus está perto, possam estar na sua presença, amá-Lo, adorá-Lo.
Possa cada um de nós dar glória a Deus sobretudo com a vida, com uma vida gasta por amor d’Ele e dos irmãos.
Paz aos homens.
A verdadeira paz – como sabemos – não é um equilíbrio entre forças contrárias; não é uma bela «fachada», por trás da qual há contrastes e divisões. A paz é um compromisso de todos os dias, mas a paz é artesanal, realiza-se a partir do dom de Deus, da graça que Ele nos deu em Jesus Cristo.
Vendo o Menino no presépio, Menino de paz, pensamos nas crianças que são as vítimas mais frágeis das guerras, mas pensamos também nos idosos, nas mulheres maltratadas, nos doentes… As guerras dilaceram e ferem tantas vidas!
Muitas dilacerou, nos últimos tempos, o conflito na Síria, fomentando ódio e vingança. Continuemos a pedir ao Senhor que poupe novos sofrimentos ao amado povo sírio, e as partes em conflito ponham fim a toda a violência e assegurem o acesso à ajuda humanitária. Vimos como é poderosa a oração! E fico contente sabendo que hoje também se unem a esta nossa súplica pela paz na Síria crentes de diversas confissões religiosas. Nunca percamos a coragem da oração! A coragem de dizer: Senhor, dai a vossa paz à Síria e ao mundo inteiro. E convido também os não crentes a desejarem a paz, com o seu anelo, aquele anelo que alarga o coração: todos unidos, ou com a oração ou com o desejo. Mas todos, pela paz.
Ó Deus Menino, dai paz à República Centro-Africana, frequentemente esquecida dos homens. Mas Vós, Senhor, não esqueceis ninguém e quereis levar a paz também àquela terra, dilacerada por uma espiral de violência e miséria, onde muitas pessoas estão sem casa, sem água nem comida, sem o mínimo para viver. Favorecei a concórdia no Sudão do Sul, onde as tensões actuais já provocaram demasiadas vítimas e ameaçam a convivência pacífica naquele jovem Estado.
Vós, ó Príncipe da Paz, convertei por todo o lado o coração dos violentos, para que deponham as armas e se empreenda o caminho do diálogo. Olhai a Nigéria, dilacerada por contínuos ataques que não poupam inocentes nem indefesos. Abençoai a Terra que escolhestes para vir ao mundo e fazei chegar a um desfecho feliz as negociações de paz entre Israelitas e Palestinianos. Curai as chagas do amado Iraque, ferido ainda frequentemente por atentados.
Vós, Senhor da vida, protegei todos aqueles que são perseguidos por causa do vosso nome. Dai esperança e conforto aos deslocados e refugiados, especialmente no Corno de África e no leste da República Democrática do Congo. Fazei que os emigrantes em busca duma vida digna encontrem acolhimento e ajuda. Que nunca mais aconteçam tragédias como aquelas a que assistimos este ano, com numerosos mortos em Lampedusa.
Ó Menino de Belém, tocai o coração de todos os que estão envolvidos no tráfico de seres humanos, para que se dêem conta da gravidade deste crime contra a humanidade. Voltai o vosso olhar para as inúmeras crianças que são raptadas, feridas e mortas nos conflitos armados e para quantas são transformadas em soldados, privadas da sua infância.
Senhor do céu e da terra, olhai para este nosso planeta, que a ganância e a ambição dos homens exploram muitas vezes indiscriminadamente. Assisti e protegei quantos são vítimas de calamidades naturais, especialmente o querido povo filipino, gravemente atingido pelo recente tufão.
Queridos irmãos e irmãs, hoje, neste mundo, nesta humanidade, nasceu o Salvador, que é Cristo Senhor. Detenhamo-nos diante do Menino de Belém. Deixemos que o nosso coração se comova: não tenhamos medo disso. Não tenhamos medo que o nosso coração se comova! Precisamos que o nosso coração se comova. Deixemo-lo abrasar-se pela ternura de Deus; precisamos das suas carícias. As carícias de Deus não fazem feridas: as carícias de Deus dão-nos paz e força. Precisamos das suas carícias. Deus é grande no amor; a Ele, o louvor e a glória pelos séculos! Deus é paz: peçamos-Lhe que nos ajude a construí-la cada dia na nossa vida, nas nossas famílias, nas nossas cidades e nações, no mundo inteiro. Deixemo-nos comover pela bondade de Deus.
PALAVRAS DE FELICITAÇÕES DO PAPA PELO NATAL

A vós, queridos irmãos e irmãs, vindos de todo o mundo e reunidos nesta Praça, e a quantos estão em ligação connosco nos diversos países através dos meios de comunicação, dirijo os meus votos de um Natal Feliz!
Neste dia, iluminado pela esperança evangélica que provém da gruta humilde de Belém, invoco os dons natalícios da alegria e da paz para todos: para as crianças e os idosos, para os jovens e as famílias, para os pobres e os marginalizados. Nascido para nós, Jesus conforte quantos suportam a prova da doença e da tribulação; sustente aqueles que se dedicam ao serviço dos irmãos mais necessitados. Feliz Natal para todos!

Fonte: Canção Nova

Papa pede coerência cristã e reza pela liberdade religiosa

Na oração do Angelus, Santo Padre destacou exemplo de Santo Estêvão, que deu testemunho de Cristo, e pediu que fiéis sejam coerentes com a fé que professam

Jéssica Marçal
Da Redação

Francsico reza o Angelus pedindo que os fiéis sejam coerentes com a fé cristã / Foto: Reprodução CTV
Francisco reza o Angelus pedindo que os fiéis sejam coerentes com a fé cristã / Foto: Reprodução CTV
O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus nesta sexta-feira, 26, festa de Santo Estêvão, primeiro mártir da Igreja. Ao enfatizar o exemplo de caridade do santo, Francisco pediu que os fiéis tenham a coerência de viver como cristãos, e não se dizerem cristãos mas viverem como pagãos. Ele também rezou pelos que são discriminados por darem testemunho de Cristo e pediu que seja reconhecida a liberdade religiosa de cada um.
O Santo Padre lembrou que, para acolher Jesus verdadeiramente, o caminho é aquele indicado pelo Evangelho do dia, em que Jesus diz a seus discípulos: “sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo”. Trata-se, disse o Papa, de dar testemunho de Jesus na humildade, no serviço silencioso, sem medo de seguir contracorrente e de pagar pessoalmente por isso.
“Se nem todos foram chamados, como Santo Estêvão, a derramar o próprio sangue, a cada cristão, porém, é pedido ser coerente em cada circunstância com a fé que professa. É a coerência cristã, uma graça que devemos pedir ao Senhor, ser coerente, viver como cristão e não dizer ‘sou cristão’ e viver como pagão’”.
Francisco pediu orações por todos os que são discriminados por darem testemunho de Cristo. Ele disse que essas pessoas que levam sua cruz com amor entram no mistério do Natal e estão no coração de Cristo e da Igreja.
O Santo Padre aproveitou para rezar também pela liberdade religiosa de cada um. “Rezemos para que, graças ao sacrifício destes mártires de hoje, se reforcem em cada parte do mundo o empenho para reconhecer e assegurar concretamente a liberdade religiosa, que é um direito inalienável de cada pessoa humana”.

FONTE: CANÇÃO NOVA

SANTO DO DIA - São João Evangelista

O nome deste evangelista significa: “Deus é misericordioso”: uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como “o discípulo que Jesus amava”. O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: “Filho, eis aí a tua mãe” e, olhando para Maria disse: “Mulher, eis aí o teu filho”. (Jo 19,26s).

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago deBoanerges, que significa “filho do trovão”.

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.
O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.
Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.
São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.
Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.
Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.
Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).
Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome.
São João Evangelista, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

Sábado 27/12/2014

Evangelho (Jo 20,2-8)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

No primeiro dia da semana, 2Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”.3Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou.




— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Na Missa do Natal, Papa fala da ternura de Deus


Francisco convidou fiéis a refletirem sobre o modo como acolhem a ternura de Deus, que aceita a miséria humana e se enamora por sua pequenez

Jéssica Marçal
Da Redação 

Papa Francisco durante a homilia na Missa do Natal / Foto: Reprodução CTV
Papa Francisco durante a homilia na Missa do Natal / Foto: Reprodução CTV
Deixar-se acolher pela ternura de Deus e, assim, saber enfrentar a vida com bondade e mansidão. Essa foi a mensagem deixada pelo Papa Francisco em sua homilia na Missa do Natal do Senhor, celebrada nesta quarta-feira, 24, na Basílica Vaticana. O Santo Padre se concentrou na luz que Jesus é para o mundo e que livra o homem de toda escuridão
“A presença do Senhor no meio do seu povo cancela o peso da derrota e a tristeza da escravidão e restabelece o júbilo e a alegria”, disse o Papa, recordando que, mesmo com violências, guerras, ódio e prepotência ao longo dos séculos, Deus soube esperar, pois é Pai e sua paciente fidelidade é mais forte que as trevas e a corrupção.
“Nisto consiste o anúncio da noite de Natal. Deus não conhece a explosão de ira nem a impaciência; permanece lá, como o pai da parábola do filho pródigo, à espera de vislumbrar ao longe o regresso do filho perdido”.
Retomando a cena do nascimento de Jesus, Francisco explicou que a mensagem que todos esperavam na época era a ternura de Deus, que aceita a miséria humana e se enamora por sua pequenez. Dessa forma, essa noite de Natal é um convite para que cada um reflita sobre o modo como acolhe a ternura de Deus em sua vida.
“Deixo-me alcançar por Ele, deixo-me abraçar, ou impeço-Lhe de aproximar-Se? ‘Oh não, eu procuro o Senhor!’– poderíamos replicar. Porém a coisa mais importante não é procurá-Lo, mas deixar que seja Ele a encontrar-me e cobrir-me amorosamente das suas carícias. Esta é a pergunta que o Menino nos coloca com a sua mera presença: permito a Deus que me queira bem?”.
Francisco destacou que é grande a necessidade que o mundo tem hoje de ternura e a resposta do cristão não pode ser diferente daquela que Deus dá à pequenez do homem. “A vida deve ser enfrentada com bondade, com mansidão. Quando nos damos conta de que Deus Se enamorou da nossa pequenez, de que Ele mesmo Se faz pequeno para melhor nos encontrar, não podemos deixar de Lhe abrir o nosso coração”.
Na conclusão da homilia, o Papa convidou os fiéis a contemplarem o presépio. Ele lembrou que quem viu a “grande luz” foram pessoas simples, dispostas a acolher o dom de Deus, e não os arrogantes. “Olhemos o presépio e façamos este pedido à Virgem Mãe: ‘Ó Maria, mostrai-nos Jesus!’”.

Fonte: Canção Nova

Com ação solidária, mulher busca despertar amor pelo Natal

A ideia foi presentear crianças carentes, para que elas pudessem ter a festa de Natal que o marido não teve na infância
Luciane Marins
Da Redação
“A melhor coisa que existe no mundo é o Natal. Jesus nasceu pra gente, né?” A afirmação é de Dona Rosângela Soares Rodrigues dos Santos, 58 anos, que mora em Pouso Alto, Sul de Minas Gerais (MG). Ela não guarda para si o amor que tem pela data, pois além de celebrar a festa cristã com a família e os amigos, há 15 anos promove um evento que reúne cerca de 800 crianças. Mais do que oferecer comes e bebes, brinquedos e brincadeiras, sua intenção é despertar nos pequenos o mesmo amor que ela sente pelo Natal.
Festa de Natal
Festa de Natal
Dona Rosângela dos Santos durante a entrega dos presentes / Foto: Arquivo pessoal













Festa de Natal
Um dos momentos aguardados da festa é a distribuição do bolo aos presentes / Foto: Arquivo pessoal
Festa de Natal
Festa de Natal
A cada ano, mais crianças participam da Festa de Natal em frente a casa de Dona Rosângela / Foto: Arquivo pessoal
Festa de Natal

Festa de Natal
A festa acontece há 15 anos e já se tornou uma tradição / Foto: Arquivo pessoal
Festa de Natal

Festa de Natal
Aginaldo, esposo de Dona Rosângela, durante a festa / Foto: Arquivo pessoal


Curioso, é que a motivação que levou Dona Rosângela a promover a confraternização foi, justamente, o desamor que seu marido sentia pela festa natalina. “Sempre gostei muito do Natal, mas meu marido não. Ele achava que não era nada, nunca teve festa, na família dele não teve isso.”
A atitude de Rosângela foi então surpreendente. Propôs a solidariedade para superar o trauma do seu esposo. “Por que não fazemos uma festa para crianças que não têm presentes?” A primeira, reuniu umas 20 crianças do bairro, mas a iniciativa deu tão certo, que já se tornou tradição e não para de crescer. Hoje, seu esposo espera ansiosamente pela festa de Natal.
No dia 24 de dezembro, por volta das 15h, a criançada começa a se reunir em frente à casa de Rosângela. Com ajuda do esposo, de familiares, amigos e vizinhos, todas as crianças recebem presente e se fartam com as guloseimas. Nesse ano, o evento terá até um pula-pula.
Rosângela recorda que começou sozinha, mas, com o passar do tempo, muitos foram aderindo à iniciativa. “Cada um dá o que pode. Um paga o bolo, o outro o cachorro-quente, o outro o refrigerante”, conta.
E a ajuda é assim, voluntária. Ela não conta com nenhuma instituição ou ONG. E mesmo trabalhando “fora”, tem tempo e disposição para promover a festa.
Dos muitos fatos marcantes que viveu nesses quinze anos, Rosângela se emociona ao recordar o desejo de um menino. “Lembro que meu cunhado foi Papai Noel. Ele estava fazendo graça com as crianças dizendo: ‘Ah, vou te dar uma moto, um carro, um casa, isso, aquilo’. Chegou um menininho e falou assim: ‘Eu não quero nada, só quero um beijo do Papai Noel’. Até o Noel chorou”.
Para quem nunca pensou em ter um gesto solidário no Natal, Dona Rosângela dá uma dica. Para ela, o maior prazer que se pode ter está em ajudar o próximo. “Se a pessoa experimentar fazer, que seja para uma criança só, eu tenho a certeza de que ela nunca mais vai parar, porque o agradecimento da criança é tanto, que vale a pena!”
E a festa, que há 15 anos acontece em Pouso Alto, Sul de Minas, não tem data para acabar. Dona Rosângela, cheia de vida, dá o exemplo e o incentivo. “Enquanto eu viver vou fazer! Depois, se algum dos filhos quiser continuar…”
Fonte: Canção Nova

Padre explica onde está o verdadeiro espírito natalino

Padre Anderson Marçal destaca que o espírito natalino está no coração de quem reconhece no Natal o sentimento de gratidão a Deus

Padre Anderson Marçal
Doutor em Teologia Pastoral Bíblico-Litúrgica

Padre Anderson Marçal
Padre Anderson Marçal
Estamos habituados e ver o Natal somente como um encantador Menino que sorri ou chora. E por isso, a única motivação que pode vir é o retorno à inocência verdadeira marcada na infância. Ao contrário, é um fato tremendamente sério e severo, pleno de pobreza e humilhação. É a epifania, ou seja, a presença de Cristo no mundo, próprio neste nosso mundo empastado de problemas e de tragédias. Não nos convida a deixar o mundo, para retirar-nos de um reino utópico criado pela fantasia,  mas de buscar e encontrar Cristo no nosso mundo assim como é, não como deveria ser.
Certo dia, o anjo Gabriel foi enviado a uma jovem, chamada Maria, da cidade de Nazaré, para dar-lhe uma boa nova. Ela seria a mãe do filho de Deus. Logo após o anúncio, Maria foi à casa de Isabel, sua prima. Ao chegar, Isabel percebeu que havia algo especial em Maria. Era a presença de Jesus em seu ventre. Maria, por estar tão feliz, desejou que por estar tão feliz, desejou que muitas pessoas conhecessem seu filho Jesus, que mudou a sua vida e a da humanidade. Ela canta, então, no seu Magnificat a esperança de uma vida nova, com Jesus, para os que sofrem, os abandonados, aqueles que são esquecidos e para todos os que acreditam em Jesus. Mesmo sem ainda ter nascido, ele era sinal de vida por onde sua mãe passava (cf. Lc 1,47-55).
No tempo do nascimento de Jesus, o imperador Augusto convocou as pessoas para um recenseamento. Maria e José foram a Belém. Quando chegaram na cidade, não encontraram lugar nas hospedarias e foram parar num estábulo. Jesus nasce ali no meio do feno, entre os animais. O nascimento dele contagiou muitas pessoas, até uma estrela foi testemunha, quando Jesus nasceu. Os anjos, cheios de alegria, anunciaram aos pastores o seu nascimento e eles foram depressa até a estrebaria e encontraram o menino, tão pequeno, mas que mudou a vida deles, e ganharam um novo motivo para trabalhar, cuidar dos rebanhos, viver…
Estamos acostumados a ver o Natal apenas como um encantável menino que sorri (ou chora). E então a única motivação que se pode vir é o retorno à inocência verdadeira da infância. Mas esta infância muitas vezes é confundida com uma transferência de sentimentos ou situações confundidas e marcadas ao longo da nossa história. Ou seja, no Natal, queremos nós muitas vezes voltar a ser crianças, no atraente mundo das compras e gastos, onde a desculpa, ou o culpado é sempre o famoso “espírito natalino”.
A primeira coisa que posso dizer, que este espírito natalino não está nas lojas, não está festas, não está na ceia, não esta na roupa nova, ou no sapato novo. Então onde está este espírito natalino, para que o possamos conhecer?
Com certeza ele está no coração de cada um que reconhece que o Natal só terá sentido se for cheio de, primeiramente, gratidão por um Deus que, amando tanto a pessoa humana, se fez pessoa. A gratidão nos leva à um segundo sentimento, a partilha. A partilha não é apenas uma troca de presentes feita no popular “amigo secreto”. Mas é um saber presentar. Não com aquilo que o outro quer, mas com aquilo que o outro precisa. Por exemplo, tem tantas pessoas ao nosso lado, às vezes na nossa própria casa, que muito mais que um par de sapatos novos, precisaria de um abraço de reconciliação. Do sentimento que nos leva à partilha, nasce uma postura, aquela da comunhão. Muitas vezes, no Natal temos mais comunhão com as pessoas que estão conosco nas filas gigantescas das grande lojas, do que com Aquele que realmente nos chama à verdadeira comunhão, que nada mais é que um pertencer a um Outro, e isto experimentamos maravilhosamente na missa de Natal. Esta comunhão com Deus nos convida à uma comunhão com os irmãos.

Fonte: Canção Nova

Que a força de Deus transforme ódio em amor, diz Papa

Em mensagem para o Natal, Papa Francisco recordou todas as pessoas que sofrem devido aos conflitos

Da redação, com Rádio Vaticano

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Papa Francisco durante bênção Urbi et Orbi
Nesta quinta-feira, 25, Papa Francisco iniciou sua mensagem, na Basílica Vaticana, desejando um bom Natal. O Santo Padre, reafirmou que o Filho de Deus e Salvador do mundo nasceu  para nós e foi concedido por pessoas humildes como Maria e São José.
“São as pessoas humildes, cheias de esperança na bondade de Deus, que acolhem Jesus e O reconhecem. Assim o Espírito Santo iluminou os pastores de Belém, que correram à gruta e adoraram o Menino. E mais tarde o Espírito guiou os anciãos Simeão e Ana, no templo de Jerusalém, e eles reconheceram em Jesus o Messias”, disse o Papa, afirmando que Jesus é a salvação para cada pessoa e para cada povo.
A partir daí, o Pontífice rezou para o povo sofredor do Iraque, Síria e do mundo inteiro. “Ao Salvador do mundo, peço que olhe para os nossos irmãos e irmãs do Iraque e da Síria que há tanto tempo sofrem os efeitos do conflito em curso e, juntamente com os membros de outros grupos étnicos e religiosos que padecem uma perseguição brutal”.
O Santo Padre recordou os inúmeros desalojados, deslocados e refugiados, crianças, adultos e idosos da região e do mundo inteiro, e pediu: “mude a indiferença em proximidade e a rejeição em acolhimento, para que todos aqueles que agora estão na provação possam receber a ajuda humanitária necessária para sobreviver à rigidez do inverno, retornar aos seus países e viver com dignidade”.
O Papa Francisco pediu que Deus abra os corações das pessoas à confiança, e dê a sua paz a todo o Oriente Médio, começando pela Terra abençoada por seu nascimento, sustentando os esforços daqueles que estão ativamente empenhados no diálogo entre Israelitas e Palestinianos.
O Pontífice pediu para o Salvador olhar por todos aqueles que sofrem na Ucrânia e que conceda aquele lugar a graça de superar as tensões, vencer o ódio e a violência, embarcando em um caminho novo de fraternidade e reconciliação.
Quanto a Nigéria, Francisco rezou pela paz no país, onde mais sangue foi derramado e muitas pessoas se encontram injustamente subtraídas aos seus entes queridos e mantidas reféns ou massacradas.
O Papa invocou “paz também para as outras partes do continente africano, particularmente a Líbia, o Sudão do Sul, a República Centro-Africana e as várias regiões da República Democrática do Congo”, pedindo aos líderes político que se empenhem, através do diálogo, a superar os contrastes e construir uma convivência fraterna duradoura.
Francisco reza pelas crianças que estão em situações difíceis, que vivem deslocadas devido as guerras e perseguições, abusadas e exploradas ou sob os bombardeamentos, e também, a toda humanidade que sofre pelas doenças, especialmente as vítimas da epidemia Ebola, sobretudo na Libéria, Serra Leoa e Guiné. E ao mesmo tempo, expressa sua gratidão àqueles que estão trabalhando corajosamente para assistir os doentes e os seus familiares.
O Papa pede para que todos nós, iluminados pelo Espírito Santo, possamos reconhecer no Menino Jesus a salvação oferecida por Deus a cada um de nós, a todo o ser humano e a todos os povos da terra.
Ao final de sua mensagem, o Santo Padre intercede: “Que o poder de Cristo, que é libertação e serviço, se faça sentir a tantos corações que sofrem guerras, perseguições, escravidão. Que este poder divino tire, com a sua mansidão, a dureza dos corações de tantos homens e mulheres imersos no mundanismo e na indiferença. Que a Sua força redentora transforme as armas em arados, a destruição em criatividade, o ódio em amor e ternura. Assim poderemos dizer com alegria: ‘Os nossos olhos viram a vossa salvação’.”
Após a mensagem, Francisco desejou bom Natal para todos e deu a sua tradicional bênção Urbi et Orbi.


Fonte: Canção Nova