terça-feira, 31 de maio de 2016
Missa de Coroação de Nossa Senhora
Como de costume, no último dia do mês de Maio, a Igreja realiza a coroação da Mãe de Jesus, e dessa forma, a Igreja Matriz da Paróquia de Upanema, também neste dia 31/05 a partir das 19 horas, fará essa bonita festa. Então, convidamos a toda comunidade a participar da Missa de Coroação de Nossa Senhora, hoje a partir das 7 da noite.
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Visitação de Nossa Senhora, a mãe do nosso Salvador
A
Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada aquela que,
por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro
Sabemos
que Nossa Senhora foi visitada pelo Arcanjo Gabriel com esta mensagem
de amor, com esta proposta de fazer dela a mãe do nosso Salvador. E
ela aceitou. E aceitar Jesus é estar aberto a aceitar o outro. O
anjo também comunicou a ela que sua parenta – Santa Isabel – já
estava grávida. Aí encontramos o testemunho da Santíssima Virgem –
no Evangelho de São Lucas no capitulo 1, – quando depois de andar
cerca de 100 km ela encontrou-se com Isabel.
Nesta
festa, também vamos descobrindo a raiz da nossa devoção a Maria.
Ela cantou o Magnificat,
glorificando a Deus. Em certa altura ela reconheceu sua pequenez, e a
razão pela qual devemos ter essa devoção, que passa de século a
século.
“Porque
olhou para sua pobre serva, por isso, desde agora, me proclamarão
bem-aventurada todas as gerações.” (Lucas 1,48)
A
Palavra de Deus nos convida a proclamarmos bem-aventurada aquela que,
por aceitar Jesus, também se abriu à necessidade do outro. É
impossível dizer que se ama a Deus, se não se ama o outro. A
visitação de Maria a sua prima nos convoca a essa caridade ativa. A
essa fé que se opera pelo amor. Amor que o outro tanto precisa.
Quem
será que precisa de nós?
Peçamos
a Virgem Maria que interceda por nós junto a Jesus, para que sejamos
cada vez mais sensíveis à dor do outro. Mas que a nossa
sensibilidade não fique no sentimentalismo, mas se concretize
através da caridade.
Virgem
Maria, Mãe da visitação, rogai por nós!
Terça-feira 31/05/2016
Evangelho
(Lc 1,39-56)
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele
está no meio de nós.
—
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
— Glória
a vós, Senhor.
39Naqueles
dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se,
apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40Entrou
na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando
Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e
Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42Com
um grande grito exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e
bendito é o fruto de teu ventre!”43Como
posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo
que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de
alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada
aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe
prometeu”.
46Maria
disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47e
o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,48porque
olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me
chamarão bem-aventurada,49porque
o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é
santo, 50e
sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os
que o temem.
51Ele
mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de
coração. 52Derrubou
do trono os poderosos e elevou os humildes. 53Encheu
de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54Socorreu
Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55conforme
prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência,
para sempre”. 56Maria
ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.
— Palavra
da Salvação.
— Glória
a vós, Senhor.
domingo, 29 de maio de 2016
9º Domingo Comum - 29/05/2016
Anúncio
do Evangelho (Lc 7,1-10)
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele
está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
—
Glória
a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 1Quando
acabou de falar ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum.
2Havia
lá um oficial romano, que tinha um empregado a quem estimava muito e
que estava doente, à beira da morte. 3O
oficial ouviu falar de Jesus e enviou alguns anciãos dos judeus,
para pedirem que Jesus viesse salvar seu empregado.
4Chegando
onde Jesus estava, pediram-lhe com insistência: “O oficial merece
que lhe faças esse favor,5porque
ele estima o nosso povo. Ele até nos construiu uma sinagoga”.
6Então
Jesus pôs-se a caminho com eles. Porém, quando já estava perto da
casa, o oficial mandou alguns amigos dizerem a Jesus: “Senhor, não
te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. 7Nem
mesmo me achei digno de ir pessoalmente ao teu encontro. Mas ordena
com a tua palavra, e o meu empregado ficará curado. 8Eu
também estou debaixo de autoridade, mas tenho soldados que obedecem
às minhas ordens. Se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro:
‘Vem!’, ele vem; e ao meu empregado: ‘Faze isto!’, ele o
faz’”.
9Ouvindo
isto, Jesus ficou admirado. Virou-se para a multidão que o seguia, e
disse: “Eu vos declaro que nem mesmo em Israel encontrei tamanha
fé”. 10Os
mensageiros voltaram para a casa do oficial e encontraram o empregado
em perfeita saúde.
— Palavra da Salvação.
— Glória
a vós, Senhor.
sábado, 28 de maio de 2016
8ª Semana Comum - Sábado 28/05/2016
Evangelho
(Mc 11,27-33)
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele
está no meio de nós.
—
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
— Glória
a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 27Jesus
e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava
andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os
anciãos aproximaram-se dele e perguntaram: 28“Com
que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer
isso?” 29Jesus
respondeu: “Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu
vos direi com que autoridade faço isso. 30O
batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”.
31Eles
discutiam entre si: “Se respondermos que vinha do céu, ele vai
dizer: ‘Por que não acreditastes em João?’ 32Devemos
então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da
multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de
profeta. 33Então
eles responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois
eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.
— Palavra
da Salvação.
— Glória
a vós, Senhor.
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Corpus Christi: Papa convida a repartir a vida pelos outros
Francisco explicou que, assim como Jesus se reparte na Eucaristia, Ele pede que cada pessoa se reparta pelos outros
Da
redação, com Boletim da Santa Sé
Na
Missa da Solenidade de Corpus Christi, celebrada nesta quinta-feira,
26, o Papa Francisco destacou a força da Eucaristia: “[Nela]
o próprio Jesus Se repartiu, e reparte, por nós. E pede que
façamos dom de nós mesmos, que nos repartamos pelos outros”.
Na
celebração realizada na Basílica de São João de Latrão, o Santo
Padre destacou que é a Eucaristia que se torna, desde o início, o
centro e a forma da vida da Igreja.
Acesse
.: Homilia na íntegra
.: Homilia na íntegra
Ele
lembrou ainda os cristãos que repartiram a vida para defenderem a
dignidade de todos.
“Pensemos
também em todos os santos e santas – famosos ou anônimos – que
se ‘repartiram’ a si mesmos, a própria vida, para ‘dar de
comer’ aos irmãos. (…) Quantas mães, quantos pais,
juntamente com o pão de cada dia, partido na mesa de casa,
repartiram o seu coração para criar os filhos e fazê-los crescer
bem! Quantos cristãos, como cidadãos responsáveis, repartiram a
própria vida para defenderem a dignidade de todos, especialmente dos
mais pobres, marginalizados e discriminados!”
Francisco
concluiu a homilia, pedindo que o gesto da Procissão
Eucarística seja também uma resposta a esta ordem de Jesus. “Um
gesto para fazer memória d’Ele; um gesto para dar de comer à
multidão de hoje; um gesto para repartir a nossa fé e a nossa vida
como sinal do amor de Cristo por esta cidade e pelo mundo inteiro”.
Fonte:
Canção Nova
8ª Semana Comum - Sexta-feira 27/05/2016
Evangelho
(Mc 11,11-26)
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele
está no meio de nós.
—
Proclamação
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Marcos.
—
Glória
a vós, Senhor.
Tendo
sido aclamado pela multidão, 11Jesus
entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era
tarde, saiu para Betânia com os doze. 12No
dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome.13De
longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se
encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente
folhas, pois não era tempo de figos. 14Então
Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”.
E os discípulos escutaram o que ele disse.
15Chegaram
a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que
vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas
e as cadeiras dos vendedores de pombas. 16Ele
não deixava ninguém carregar nada através do Templo. 17E
ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: 'Minha casa será
chamada casa de oração para todos os povos?'. No entanto, vós
fizestes dela uma toca de ladrões”. 18Os
sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a
procurar uma maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a
multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. 19Ao
entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade. 20Na
manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a
figueira tinha secado até a raiz. 21Pedro
lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre: a figueira que
amaldiçoaste secou”. 22Jesus
lhes disse: “Tende fé em Deus. 23Em
verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: 'Levanta-te e
atira-te no mar', e não duvidar no seu coração, mas acreditar que
isso vai acontecer, assim acontecerá. 24Por
isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o
recebestes, e assim será. 25Quando
estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, 26para
que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.
— Palavra
da Salvação.
— Glória
a vós, Senhor.
quinta-feira, 26 de maio de 2016
Missa de Corpus Christi
A Paróquia de Upanema convida toda a comunidade para participar da Missa de Corpus Christi que será neste dia 26, Dia de Corpus Chisti, na Igreja Matriz a partir das 19 horas. Sinta-se convidado a participar desse dia festivo para a igreja!
O que é Corpus Christi?
Corpus
Christi significa Corpo
de Cristo.
É uma festa
religiosa da
Igreja Católica que tem por objetivo celebrar o mistério
da eucaristia,
o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo.
A
festa de Corpus
Christi acontece
sempre 60 dias depois do Domingo de Páscoa ou na quinta-feira
seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, em alusão à
quinta-feira santa quando Jesus instituiu o sacramento da eucaristia.
O Corpus Christi não
é feriado nacional,
tendo sido classificado pelo governo federal como ponto
facultativo.
Isso significa que a entidade patronal é que define se os
funcionários trabalham ou não nesse dia, não sendo obrigados a
dar-lhes o dia de folga.
Durante
esta festa são celebradas missas festivas e as ruas são enfeitadas
para a passagem da procissão onde é conduzido geralmente pelo
Bispo, ou pelo pároco da Igreja, o Santíssimo Sacramento que é
acompanhada por multidões de fiéis em cada cidade brasileira.
A
tradição de enfeitar as ruas começou pela cidade de Ouro Preto em
Minas Gerais. A procissão pelas vias públicas, é uma recomendação
do Código de Direito Canônico que determina ao Bispo
Diocesano que tome as providências para que ocorra toda a
celebração, para testemunhar a adoração e veneração para com a
Santíssima Eucaristia.
Origem do Corpus Christi
A
festa do Corpus
Christi foi
instituída pelo Papa Urbano IV no dia 8 de Setembro de 1264.
A
procissão de Corpus Christi lembra a caminhada do
povo de Deus, peregrino, em busca da Terra Prometida. O Antigo
Testamento diz que o povo peregrino foi alimentado com maná, no
deserto. Com a instituição da eucaristia o povo é
alimentado com o próprio corpo de Cristo.
Oração não é "varinha mágica", explica Papa
Francisco disse que a oração ajuda o homem a conservar a fé em Deus e a se entregar a Ele, mesmo quando não compreende Sua vontade
Da
Redação, com Rádio Vaticano

Papa
Francisco durante a Audiência Geral desta quarta-feira, 25 / Foto:
Reprodução CTV
Na
Audiência Geral desta quarta-feira, 25, o Papa fez uma reflexão
sobre a oração como fonte de misericórdia.
Inspirado
na parábola da viúva e do juiz iníquo, Francisco recordou que, no
final, a perseverança da viúva prevaleceu até mesmo sobre a
iniquidade de um juiz inescrupuloso.
“Nos
fará bem escutar isso hoje”, enfatizou o Papa, ao destacar que a
parábola contém um ensinamento importante: “A necessidade de
rezar sempre, sem jamais esmorecer. Portanto, não se trata de rezar
às vezes, quando ‘estou a fim’. Não, Jesus diz que é preciso
rezar sempre, sem cessar”.
Acesse
.: Íntegra da Catequese
.: Íntegra da Catequese
Francisco
afirmou que ao contrário do juiz desonesto, Deus atende prontamente
seus filhos, mesmo que isso signifique que não o faça no tempo e da
maneira que gostaríamos.
“A
oração não é uma varinha mágica, não é uma varinha mágica. A
oração ajuda a conservar a fé em Deus e a nos entregar a Ele mesmo
quando não compreendemos a sua vontade. Nisto, Jesus, que rezava
tanto é um exemplo para nós”, disse o Papa.
Francisco
então argumentou que, à primeira vista, poderia parecer que Deus
não teria escutado as orações de seu Filho, dado que Cristo morreu
na cruz. Todavia, citando a Carta aos Hebreus, o Papa recordou que
“Deus realmente salvou Jesus da morte concedendo-Lhe sobre essa a
vitória completa, mas o caminho para conquistá-la passou pela
própria morte”.
O
Papa explicou que na oração no Getsêmani, Jesus se entrega sem
reservas ao Pai: que “não seja como eu quero, mas como tu queres”.
A partir deste momento, tudo mudou.
“O
objeto da oração passa a um segundo plano; o que importa antes de
tudo é a relação com o Pai. É isso o que a oração faz:
transforma o desejo e modela-o segundo a vontade de Deus, seja qual
essa for, porque quem reza quer, em primeiro lugar, unir-se a Deus,
que é Amor misericordioso”, explicou.
Ao
concluir, Francisco ressaltou que a parábola termina com um
importante questionamento: “Mas quando o Filho do Homem voltar,
encontrará a fé sobre a terra?”
“E
com esta pergunta, estamos todos em alerta: não devemos desistir da
oração mesmo que não seja correspondida. É a oração que
conserva a fé, sem ela a fé vacila”, concluiu o Papa.
Fonte:
Canção Nova
Corpus Christi - Quinta-feira 26/05/2016
Anúncio
do Evangelho (Lc 9, 11b-17)
— O
Senhor esteja convosco.
—
Ele
está no meio de nós.
—
PROCLAMAÇÃO
do Evangelho de Jesus Cristo + segundo
Lucas.
—
Glória
a vós, Senhor.
Naquele
tempo, 11bJesus
acolheu as multidões, falava-lhes sobre o Reino de Deus e curava
todos os que precisavam.
12A
tarde vinha chegando. Os doze apóstolos aproximaram-se de Jesus e
disseram: “Despede a multidão, para que possa ir aos povoados e
campos vizinhos procurar hospedagem e comida, pois estamos num lugar
deserto”.
13Mas
Jesus disse: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Eles responderam:
“Só temos cinco pães e dois peixes. A não ser que fôssemos
comprar comida para toda essa gente”.
14Estavam
ali mais ou menos cinco mil homens. Mas Jesus disse aos discípulos:
“Mandai o povo sentar-se em grupos de cinquenta”.
15Os
discípulos assim fizeram, e todos se sentaram. 16Então
Jesus tomou os cinco pães e os dois peixes, elevou os olhos para o
céu, abençoou-os, partiu-os e os deu aos discípulos para
distribuí-los à multidão.17Todos
comeram e ficaram satisfeitos. E ainda foram recolhidos doze cestos
dos pedaços que sobraram.
— Palavra
da Salvação.
— Glória
a vós, Senhor.
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Frutos da Jornada Mundial da Juventude: Conheça a história do jovem que se tornou católico após a JMJ
Eduardo Campos ficou conhecido por participar da Jornada Mundial da Juventude 2013 e, logo após, converter-se ao catolicismo
André
Cunha
Da redação
Da redação
Você
se lembra da imagem abaixo? Ela rodou o mundo nos meios de
comunicação e chamou a atenção por aquilo que representou: um
jovem evangélico reconhecendo o ministério petrino de Francisco.

O
rapaz se chama Eduardo da Silva Campos e tem 22 anos. Em 2013, se
uniu aos milhões de jovens na praia de Copacabana, Rio de Janeiro,
para participar da Jornada
Mundial da Juventude,
apesar de ser protestante. Ele nasceu no protestantismo e, por 19
anos, recebeu os ensinamentos referentes às duas denominações
pelas quais passou.
“Nunca
fui cristão ‘meia boca’, sempre ativo e atuante, desempenhava a
função de segundo secretário da congregação, integrante do
ministério de louvor e da mocidade (grupo de jovens). Foram anos
maravilhosos, não tenho motivos para desmerecer minha experiência
cristã ‘extra
Ecclesiam’.
Tenho somente uma tristeza por não ser católico a mais tempo”,
disse Eduardo à equipe do noticias.cancaonova.com.
Na
entrevista, o jovem fala ainda dos motivos que o levou a participar
da Jornada, sobre o cartaz que levantou na Missa de Envio e também
como está sua vida após abraçar a fé católica.
Na
Solenidade de Pentecostes de 2014, Eduardo recebeu o Sacramento do
Batismo e da Eucaristia, na Arquidiocese do Rio de Janeiro. O jovem
deve receber o Sacramento da Crisma neste ano.
Confira
a íntegra:
Como soube da JMJ? Quando e por que decidiu participar do evento?
“Fiquei
sabendo da JMJ por meio de propagandas televisivas e comentários de
ex-alunos católicos.”
De quais atividades você participou na Jornada? O que mais chamou à atenção?
“Por
estar trabalhando durante o período da JMJ, só pude comparecer na
vigília no sábado e no domingo. Participei de todos os momentos
nesses dois dias, desde a adoração ao Santíssimo até a Santa
Missa de envio. Não tinha noção de nada do que estava acontecendo,
todavia a beleza da unidade e da liturgia me encantavam. Dormi na
praia, rezei com as pessoas, chorei bastante. Foi momento sublime!”
Você exibiu um cartaz onde se dizia “evangélico”, mas também reconhecia o Ministério Petrino de Francisco. O que motivou a iniciativa do cartaz e o que a levou a enxergar o Papa desta forma, apesar de ser protestante?
“Tudo
isso começou com Bento XVI, o Magno. Por meio de sua renúncia, todo
o alvoroço em volta da renúncia e eleição de um Sumo Pontífice,
chamou-me à atenção. Comecei então a pesquisar sobre a Igreja, o
papado, sua missão, desde quando existe e qual é o motivo. Quanto
mais procurava, mais dúvidas surgiam e a Igreja com seus
documentos saciavam minhas dúvidas e anseios, coisa que no
protestantismo não acontecia. A passagem do Evangelho de São Mateus
16,18 fixou na minha cabeça: “Também eu e digo que tu és Pedro,
e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do Hades
nunca prevalecerão contra ela”. Nesse momento, ao ler essa
passagem, entendi quem era o Papa: Pedro.”
Durante a Jornada, pensou em mudar de Igreja?
“Não.
Queria tão somente conhecer a Igreja Católica por meio dos meus
olhos e não por meio dos outros.”
E sobre sua experiência com o Papa Francisco, durante o evento…
“Foi
uma experiência ímpar! O Santo Padre passou por mim numa
distância de cinco metros e fiquei arrepiado. Tive a oportunidade de
me unir àquele povo que, emocionados, escutavam a voz do pastor.”
Quanto aos muitos jovens católicos com os quais pode se encontrar, como foi a experiência?
“Foi
fantástica! Como eu estava com a camisa da JMJ, passei desapercebido
em alguns momentos (rsrs), porém sempre perguntavam o que estava
carregando; então, eu mostrava o cartaz e todos ficavam admirados.
Fui muito bem acolhido, todos me trataram muito bem.”

Eduardo
ao lado da imagem de São João Paulo II / Foto: Arquivo pessoal
O que ficou da Jornada no seu coração?
“A
concretização da unidade da Igreja perante meus olhos. Vi e vivi a
Igreja em comunhão, diversidade de culturas, raças, países. Todos
professando uma só fé, um só batismo, um só Senhor em sua Igreja
Una e Santa. É a unidade na diversidade! Impagável!”
Quando se deu o “start” para sua conversão ao catolicismo?
“Como
disse anteriormente, comecei a gostar da Igreja quando comecei a
estudar sobre ela. Isso foi na época da renúncia do Santo Padre
Bento XVI, hoje emérito. Acompanhei o conclave, vibrei com a eleição
do novo Papa, nosso amado Papa Francisco, defendia a Igreja em alguns
debates mesmo sendo protestante. Daí defino essa fase como
‘pré-start’ da conversão. As aulas do Padre Paulo Ricardo e o
grupo do Facebook Escolástica da Depressão (EDD) me ajudaram muito.
Muitas dúvidas, muitas perguntas, todas sanadas, todas respondidas
com misericórdia. O ‘start’ se deu após a JMJ, quando ficava
relembrando todo aquele momento, as experiências, as coisas que
foram ditas por aquele povo.”
Como se deu o processo de transição?
“Deu-se
após a JMJ, quando ficou aquele gostinho de ‘quero mais’. A
‘liturgia’ (se é que podemos dizer assim) do culto protestante
não me atraía mais. Eu já tinha me apaixonado pela liturgia
latina, pela Missa e sua sincronia, organização, pelo latim (eu
assistia Missas no YouTube, mas sem saber que eram na forma
extraordinária), pelos paramentos (que até então chamava de
‘roupas de padre’, pelo erguer da hóstia e do cálice. Era
belíssimo aos meus olhos, parecia que tinha descoberto um tesouro.
Com
isso, questionava-me o tempo todo, perguntava-me por qual motivo o
pastor não usava aquelas ‘roupas de padre’, não tinha um altar
na igreja, não tinha uma Tradição (sim, uma Tradição com “T”
maiúsculo. Minha igreja até então não tinha nada que se ligasse
com os santos apóstolos). Perguntava-me também: ‘Se Pedro está
lá, por que estou aqui?’. Foi uma fase, como sempre digo, de
muitas perguntas. Todavia, foi uma fase boa, na qual fui vendo que a
Igreja, que outrora era um monstro, era na verdade minha verdadeira
casa.”
Sua família e amigos, como reagiram à sua conversão?
“Foi
turbulento! É até complicado entrar em detalhes. Não aceitaram de
início (e com certeza não aceitam até hoje), tivemos brigas feias,
muitas vezes troca de ofensas, mas com o tempo tudo se acalmou. Hoje,
temos uma relação muito boa de amizade e fraternidade. Claro que
eles aguardam ansiosamente o dia que eu ‘volte’, mas minha fé
está bem enraizada e bem sei em quem tenho crido.”
E como foi sua chegada na Igreja Católica?
“O
povo católico é um povo diferente, pois todo mundo é irmão de
todo mundo. Não há distinção; é só chegar que esse povo estará
de braços abertos. De início fui acolhido pelo Pe. Jorge Bispo, da
paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz no Rio de
Janeiro, posteriormente comecei a frequentar a Antiga Sé na qual é
minha atual paróquia. Os padres sempre muito acolhedores,
verdadeiros pastores. O povo de Cristo é extraordinário, sempre
caridosos (e curiosos), acolheram-me com todo zelo possível. Houve
também as pessoas que se incomodaram com minha presença, todavia,
Deus sempre interveio nessas situações.”
Como você vive sua fé hoje em dia? Tem dificuldades como quanto à doutrina, hierarquia ou a Tradição católica?
“Minha
fé, hoje em dia, é tão natural quanto a luz do sol que ilumina a
face da Terra. Não tenho nenhuma dificuldade com a doutrina,
hierarquia ou a Tradição. Sem a fé católica sou incompleto!”
Como é sua relação com a Virgem Maria? Foi uma aproximação fácil?
“Hoje,
é uma relação normal de Mãe e filho. Logo que me converti, senti
a vontade de rezar o terço. Fui numa loja e uma senhora me
presenteou com um terço e um livrinho ensinando a rezá-lo. Ao
rezá-lo no ônibus, indo para casa, senti uma presença muito forte,
um arrepio intenso e uma vontade de chorar. Mas confesso que, a cada
Ave-Maria, eu, em pensamento, dizia a Deus: ‘Senhor, se porventura
eu Vos ofender, perdoe-me. Não quero pecar contra Ti’. Depois, com
o tempo, as coisas se assentaram”.
Quais são seus planos para o futuro?
“Meus
planos para o futuro… Bem, estou participando do GVA (Grupo
Vocacional Arquidiocesano) aqui no Seminário São José. Acho que
meu futuro dependerá do resultado desse discernimento. Contudo, peço
aos irmãos que se lembrem de mim em suas orações diárias, nos
terços e nas Missas. Que colocassem a mim e a minha família nessas
intenções, entregando o meu futuro e o da minha família nas mãos
de Deus.”

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